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Perguntam-nos, com alguma frequência, qual a história mais louca, mais curiosa e, acrescentaríamos,  mais imprevisível e aventureira desta longa viagem – até agora é esta que partilhamos aqui, convosco: a nossa chegada ao Bornéu. Estávamos dentro do barco, no meio do rio Sarawak, um barco pequeno, com um motor pequeno. […]

Perdidos na selva do Bornéu


Salta – pára quando estiveres lá em cima -, guarda esse momento em que os pés não tocam o chão, esse em que estás suspensa no ar – que te segura sem te prender. Sabes quanto vale esse momento? Não digas nada, ouve. Olha-te e ouve-te aí, nesse lugar onde […]

À descoberta da Malásia, primeira paragem: George Town


Até aqui, em meses de viagem, um destino de praia ainda não tinha sido assinalado no nosso mapa. O mundo é bem mais do que estar ao sol e dar mergulhos, mas também é estar ao sol e dar mergulhos, por isso, deixamos as montanhas de Mae On e dirigimos-nos […]

Ilha de Koh Lanta, não fossem: o maldito ferri; ratos; ...



10, 20, 30, 40, 50, 60, 70, 80, para lá de 80 pessoas das grandes e outros tantos pequenotes que, a avaliar pela sinfonia livre, julgo terem passado generosamente esse número! Obrigada: pela presença de todos. Pelos olhares carregados de carinho – de orgulho até, como se já fossemos parte […]

Depois da tertúlia – o coração cheio


Durante a nossa jornada pelo mundo foram muitos os que, à distância, nos acompanharam, perdemos conta às maravilhosas palavras, aos abraços, ao carinho e alento que sempre nos souberam fazer chegar. Recebemos muitos: obrigada por nos fazerem sonhar, obrigada por me terem dado a coragem de ser feliz, obrigada pela […]

Apresentação e Tertúlia Biblioteca Almeida Garrett


Fecha os olhos e ouve o meu coração, mamã.   [O Natal é casa e nós, no Natal passado, tínhamos deixado a nossa há quase 100 dias. Hoje, 24 de Dezembro, estamos em casa, e apesar do regresso não ser de hoje, hoje sente-se mais forte. A bagagem que trouxemos […]

O Natal do regresso a casa



Estamos a 10’000 Km da nossa terra natal. Será o nosso primeiro Natal na estrada, bem a norte da Tailândia, em Chiang Mai. O Natal é casa e nós tínhamos deixado a nossa há quase 100 dias, por isso, saberemos sempre situar este Natal, no calendário e no mapa. Um Natal sem bacalhau, sem frio. Um Natal sem a mesa do costume, sem os do costume. O Natal em que mudamos de mesa, de ceia, de rostos, de língua e, ainda assim, permanecemos nós, somos ainda mais nós, conhecemos-nos sempre um pouquinho mais e melhor quando saímos desse conforto da repetição.

Um Natal a 10’000 Km de casa


Alguém escolheu este lugar, bem a norte da Tailândia, para brincar aos deuses: construíram-se templos que depois se abandonaram; desenharam-se arco-íris nas fachadas das casas e deu-se a forma triangular a um pedaço de terra, fazendo-o ficar refém de 3 países: Tailândia, Myanmar e Laos.

Triângulo dourado


Às vezes, muitas vezes, as viagens não são apenas um novo lugar e a descoberta de coisas novas a cada instante. Encontrarmo-nos em casa, sentirmo-nos assim, em viagem, é talvez das melhores experiências que podemos ter. Foi assim em Chiang Rai, a Anne e o Vy foram uma espécie de família de acolhimento, com eles tivemos uma casa calorosa, lambidelas do Pompuee e da Browny, com chinelos desaparecidos pelo meio. Tivemos um jantar de aniversário e chorámos na despedida.

Chiang Rai – a mais setentrional das províncias na Tailândia



A Casa Preta dificilmente agradará a todos, mas esse objectivo também parece ter estado longe da vontade do autor quando o criou. Desperta a curiosidade, rasga com qualquer possibilidade de o descrever de forma neutra, atiça interpretações múltiplas - que dirão tanto do criador das obras quanto do criador das interpretações - e só por isso valeria a pena visitá-la.

A sombria e perturbadora CASA PRETA – Chiang Rai (Tailândia)


O templo mais belo da Tailândia. E se o nosso imaginário ganhasse mãos? E se as mãos do nosso imaginário moldassem o mundo, lhe dessem forma, como plasticina nas mãos de uma criança? E se as mãos – do nosso imaginário – se enchessem de pincéis, e os pincéis tivessem todas as cores e se todas se juntassem e formassem a cor da luz - aquela que reflecte todos os raios luminosos sem absorver nenhum. Branco. Tudo branco. Todo branco: assim é o Wat Rong Khun, assim, tal qual o artista Chalermchai Kositpipat o imaginou.

A magia do Templo Branco – Chiang Rai (Tailândia)


Por isso, de tudo, conto-te na forma como acolhes os outros em ti, na forma como os fazes sentir parte, importantes, especiais. Na facilidade com que se apaixonam por ti e querem ficar perto: tão perto. Há tanto espaço para todos, aí dentro. Tanto que o Menina Mundo (que escolhemos para te dizer) faz agora ainda mais sentido, não pelo mundo de fora, que te demos, mas pelo mundo – feito de pessoas - que guardas aí dentro.

Três anos – e é em histórias que te conto.




[Morámos nesta casa, no meio de montanhas, 33 dias, com uma família local: a Sumalee, o Daniel e o Tyler (para quem a Mia passou a ser uma espécie de irmã mais velha). Foi por entre estas montanhas de Mae On que vimos nascer o dia, 33 vezes; foi por […]

Morámos um mês entre as montanhas – a norte da ...


Uma árvore com um tronco que rasga o chão, ali, no meio da cidade. Um passo e tropeçamos facilmente em templos, mais templos e mais templos (são centenas), cujo o único preço de entrada é o preto que se acumula nos pés descalços, estamos em Chiang Mai. – Onde estamos, […]

Chiang Mai – pelo norte da Tailândia